sexta-feira, 8 de junho de 2012
Gilberto Gil (Sítio Do Pica Pau Amarelo) Homenagem ao Monteiro Lobato
Momento - Gilberto Gil
Sitio do Pica-Pau Amarelo
A música do cantor ocasiona interesse na área da educação, devido a história do Monteiro Lobato que deu início ao Episódio que passava na TV, que fez parte das nossas infâncias e ainda fará para as demais crianças.
Foi feita uma aula com esta música em homenagem ao Autor Monteiro Lobato.
Marmelada de banana, bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Boneca de pano é gente, sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Rios de prata, pirata
Vôo sideral na mata, universo paralelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
No país da fantasia, num estado de euforia
Cidade polichinelo
Sítio do Pica-Pau amarelo
Fonte:
http://letras.terra.com.br/sitio-do-picapau-amarelo/sitio-do-picapau-amarelo-gilberto-gil/
Modelo de Ficha de Acompanhamento e Desenvolvimento Da Educação Especial
Modelo de proposta educativa para incluir alunos com deficiência
Uma ficha com os dados de crianças e jovens com deficiência ajuda gestores, professores e funcionários a acompanhar o desenvolvimento e o processo de aprendizagem desses alunos
Noemia Lopes (noemia.lopes@abril.com.br)
Qual é a história do aluno com deficiência que chegou à minha escola? Que habilidades ele tem? Que atendimentos recebe? Que instituições já frequentou? As respostas a essas questões podem auxiliar a atender melhor crianças e jovens com necessidades especiais, planejar objetivos a serem alcançados e propor novos desafios de acordo com as possibilidades de cada um.
Na EMEF Luiza Silvina Jardim Rebuzzi, em Aracruz, a 79 quilômetros de Vitória, toda a equipe tem acesso a uma ficha denominada Proposta Educativa do Aluno. "Todos fazem registros - professores, cuidadores e profissionais do atendimento especializado. Isso é fundamental para checarmos, em nossas reuniões semanais, quais ações estão dando certo, quais precisam ser revistas e o que podemos desenvolver em seguida com cada aluno", conta a diretora Débora Amorim Gomes Barbosa.
Os professores são orientados a não perder de vista que o plano de ensino é construído para atender alguns casos específicos, mas tem alcance sobre toda a turma. Um exemplo disso é que, ao lançar mão de atividades mais flexíveis e materiais diversificados, todos os alunos saem ganhando, não apenas aqueles que têm alguma deficiência. Além disso, antes de elaborar a proposta educativa, todos são incentivados a fazer leituras, como a do livro Educação Especial na Escola Inclusiva, Rosângela Machado, 152 págs., Ed. Cortez, (11) 3611-9616, 26 reais).
Modelo de proposta educativa para alunos de inclusão
1 – Identificação ---------------- Aqui entram os dados pessoais
do aluno e os contatos da família
Nome:
Data de Nascimento:
Endereço: Telefone:
Filiação:
2 – Dados relevantes sobre a família e histórico pessoal do aluno
|------- Espaço para relatar
aspectos importantes sobre
o desenvolvimento do aluno
e informações sobre a
família que possam auxiliar
os profissionais que o
acompanharão
3 – Dados sobre a escolarização ---------------- Escolas que o aluno
frequentou, com seus
respectivos
contatos telefônicos
4 – Atendimentos fora da escola ------- Informar instituições que o
aluno frequenta ou já
frequentou, bem como os
profissionais (como
fonoaudiólogos e
terapeutas) que o atendem
ou atenderam
5 – Necessidades especiais identificadas
|--------Itens para enumerar dificuldades
(como comprometimento cognitivo e
restrições motoras), bem como aspectos que
podem auxiliar o processo de aprendizagem
(como gosto pela escola e boa parceria com a família)
5.1 Identificação da(s) dificuldade(s)
5.2 Possíveis fatores associados ao(s) problema(s)
5.3 Fatores de positividade
6 – Objetivos pedagógicos |------ Listar, de acordo com as
possibilidades do aluno, o que se
espera que ele aprenda em um em um
determinado período em
diferentes áreas do
conhecimento.
6.1 Leitura
6.2 Escrita
6.3 Matemática
6.4 Natureza e Sociedade
7 – Objetivos gerais |------ Listar, de acordo com as possibilidades
do aluno, as diversas habilidades que
ele pode adquirir no período e
conquistas que pode atingir
6.5 Psicomotricidade
6.7. Auto-estima
6.8. Atenção e Concentração
6.9. Recursos Humanos/ Materiais
OBS: A avaliação será feita e acordo com cada objetivo.
8 – Responsáveis pela construção do plano
- Professor referência ------- Da turma regular
- Professor especialista --- Do Atendimento Educacional
Especializado (AEE)
- Pedagogo
- Fonoaudiólogo
- Psicólogo
- Cuidador
- Terapeuta Ocupacional
http://revistaescola.abril.com.br/pdf/modelo-ficha-inclusao.pdf
Reportagem sobre Educação Inclusiva
O que é Síndrome de Down?
Carla Soares Martin (novaescola@atleitor.com.br)
Roseléia Blecher, professora, e seu aluno Benjamin Saidon, portador de Síndrome de Down, da Nova Escola Judaica Bialik Renascença.
A Síndrome de Down é definida por uma alteração genética caracterizada pela presença de um terceiro cromossomo de número 21, o que também é chamado de trissomia do 21. Trata-se de uma deficiência caracterizada pelo funcionamento intelectual inferior à média, que se manifesta antes dos 18 anos. Além do déficit cognitivo e da dificuldade de comunicação, a pessoa com Síndrome de Down apresenta redução do tônus muscular, cientificamente chamada de hipotonia. Também são comuns problemas na coluna, na tireoide, nos olhos e no aparelho digestivo. Muitas vezes, a criança com essa deficiência nasce com anomalias cardíacas, solucionáveis com cirurgias.
A origem da Síndrome de Down é de difícil identificação e engloba fatores genéticos e ambientais. As causas são inúmeras e complexas, envolvendo fatores pré, peri e pós-natais.
A Síndrome de Down na sala de aula
A primeira regra para a inclusão de crianças com Down é a repetição das orientações em sala de aula para que o estudante possa compreendê-las. "Ele demora um pouco mais para entender", afirma Mônica Leone Garcia, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O desempenho melhora quando as instruções são visuais. Por isso, é importante reforçar comandos e solicitações com modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações grandes e chamativas, com cores e símbolos de fácil compreensão.
A linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de quem tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. "Muitas famílias não repreendem o filho quando ele faz algo errado, como morder e pegar objetos que não lhe pertencem", diz Mônica. Não faça isso. O ideal é adotar o mesmo tratamento dispensado aos demais. "Eles têm de cumprir regras e fazer o que os outros fazem. Se não conseguem ficar o tempo todo em sala, estabeleça combinados, mas não seja permissivo."
Mantenha as atividades no nível das capacidades da criança, com desafios gradativos. Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos. Planeje pausas entre as atividades. O esforço para desenvolver atividades que envolvam funções cognitivas é muito grande. Às vezes, o cansaço da criança faz com que as atividades pareçam missões impossíveis. Valorize sempre o empenho e a produção. Quando se sente isolada do grupo e com pouca importância no trabalho e na rotina escolares, a criança adota atitudes reativas, como desinteresse, descumprimento de regras e provocações.
Dia Internacional da Síndrome de Down
Em 2006, a associação Down Syndrome International instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi escolhida por ser grafada como 21/3, que faz alusão à trissomia do cromossomo 21.
Fonte:
http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/sindrome-down-inclusao-cromosso-21-622538.shtml
Vídeo de uma Experiência com Água para o Ensino Fundamental I
Pesquisa retira da web
Pergunta: Como a água separa a tinta hidrocor?
Compreender como se dá a separação de pigmentos e a absorção da água.- Materiais
- 1 filtro de café
1 caneta hidrocor preta
1 pipeta
1 copo plástico transparente de 300ml - Como fazer
1. Faça uma marca com caneta hidrocor no centro do papel de filtro de papel.
2. Apoie o filtro de papel sobre o copinho plástico.
3. Pingue água sobre a marca de tinta, com auxílio da pipeta.
4. Observe a separação das cores que compõem a tinta.
A água é absorvida pelo papel, com tendência a se deslocar do centro da marca para as bordas do papel. A mudança na cor da marca que a Nina fez no filtro de papel demonstra essa movimentação da água. O papel de filtro funciona como um indicador.A Cromatografia em papel, nome dessa técnica, é usada para separar e identificar as substâncias ou componentes de uma mistura. O pontinho, que a Nina fez com canetinha no papel, é composto por pigmentos com cores diferentes. Ao pingar a água, um solvente que pode separar esses pigmentos, cada cor se desloca em direção à borda com velocidades diferentes, o que permite separá-las na superfície do papel de filtro, alterando a marca inicial.
O experimento demonstra a separação dos pigmentos que formam a tinta da canetinha no filtro de papel.http://blogdecurioso.blogspot.com/
Aula Fora Da Sala De Aula- Passeios, Organização E Segurança
PASSEIO
8 dicas para ficar tranquilo na hora do passeio escolar
Viagens, visitas a museus ou mesmo uma volta no quarteirão podem enriquecer o aprendizado das crianças
Texto Adriana Carvalho
Mas os pais e a escola precisam avaliar o sentido pedagógico dos passeios e estar atentos às questões de segurança
Os passeios escolares são sempre esperados com ansiedade por pais e alunos. As crianças não veem a hora de embarcar no ônibus para fazer a excursão ou a viagem tão aguardada. Os pais, por sua vez, ficam cheios de preocupações. Será que o ônibus é seguro? Meu filho vai conseguir dormir longe de mim? O que ele vai aprender com esse passeio?
Em primeiro lugar, é importante que os pais entendam a importância pedagógica dessas atividades extracurriculares, que muitas vezes recebem o nome de "estudo do meio". "Os passeios são fundamentais para a formação integral dos estudantes. Toda escola precisa ensinar as disciplinas básicas, mas as boas escolas vão além e oferecem atividades complementares, como por exemplo passeios", diz Andrea Ramal, doutora em educação pela PUC-Rio. As atividades culturais - como visita a museus, passeio a lugares históricos ou ida ao teatro - ampliam a visão de mundo e a bagagem de conhecimentos do aluno. "Elas ajudam, entre outras coisas, na visualização e aplicação de conceitos teóricos, como quando as crianças vão visitar uma fábrica ou uma região estudada em geografia", explica. "São também importantes para a socialização - as crianças podem conviver em ambientes e situações desvinculadas do ambiente de sala de aula - e para a motivação, porque faz com que os alunos voltem do passeio com mais desejo de continuar aprendendo sobre os temas", diz a educadora.
Para que os objetivos pedagócios sejam alcançados e a atividade conte como dia letivo, os passeios não podem ser simples atividades de lazer (como uma excursão para um parque de diversões) e devem ser bem planejados. "Não vejo sentido em a escola organizar passeios de lazer. Passeios assim não podem contar como dia letivo", afirma Rita Dalpiaz, professora do curso de pedagogia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). "A atividade pode ser considerada letiva quando tem um objetivo pedagógico. Os pais devem verificar na comunicação enviada pela escola qual é o objetivo proposto. Para que a criança aprenda no passeio, o planejamento é fundamental. Tudo precisa ser muito bem preparado para que o aluno entenda o que vai ver e para que aquela experiência faça sentido. Mesmo a convivência e a socialização têm também implicações educacionais", complementa Andrea Ramal.
Além de se preocupar com os objetivos pedagógicos do passeio, os pais e escolas também devem observar questões relacionadas com a segurança e com a adaptação das crianças para realizar atividades fora da sala de aula.
Veja a seguir as dicas dos especialistas para as principais dúvidas dos pais:
1- Quais cuidados com a identificação e bagagem da criança?
A criança deve sempre levar alguma identificação pessoal durante os passeios fora da escola e o contato de quem deve ser chamado no caso de eventuais emergências. É interessante também fazer uma lista para não esquecer de colocar nada na mochila: agasalho, lanche saudável e balanceado, além dos acessórios para as atividades previstas, como por exemplo sunga ou maiô para entrar na água. "É importante passar para a escola todas as orientações necessárias sobre a criança: se toma algum medicamento, se sofre de alguma alergia, se precisa de alguma alimentação ou cuidado específico. Os pais também precisam verificar com a escola se há alguma orientação para o passeio, pois às vezes as crianças esquecem de avisar", diz Andrea Ramal, doutora em educação pela PUC-Rio.
2- Quantos monitores deve haver no passeio?
Desde um passeio à pé, perto da escola, até uma viagem para dormir fora, é essencial que a escola tenha um número adequado de adultos para monitorar todas as crianças. "A proporção deve ser de um adulto para cada três crianças. Essa relação deve ser respeitada não importando se o grupo de crianças está na faixa dos 5 anos ou dos 14 anos de idade", afirma Lia Gonsales, Coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura. "Mesmo as crianças mais velhas precisam desse acompanhamento, porque quanto mais velhas, mais independentes elas se sentem. E é necessário supervisão para que não se dispersem e não saiam correndo na rua por exemplo".
3- A partir de que idade podem ser feitos passeios?
"A partir de 5 anos as crianças já têm idade para conseguir entender instruções para um passeio", diz Lia Gonsales, coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura. Antes dessa idade, as crianças só devem sair se o passeio for mais supervisionado e o roteiro bem curto.
4- E o transporte, como deve ser?
No caso dos passeios que envolvam utilizar transporte, os pais devem pedir à escola que informem qual é a empresa que fará esse transporte e para verificar se ela está regularizada. É importante também observar se o veículo tem equipamentos adequados, como o cinto de segurança adaptado para cada faixa etária. "O veículo deve ter cadeirinha para crianças com peso de 9 a 18 kg, assento de elevação para crianças de 18 a 36 kg e cintos de segurança de três pontas para crianças acima de 1,45 m de altura", diz Lia Gonsales, Coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura. Ela também recomenda verificar os documentos do motorista e avaliar o estado geral de conservação do veículo.
5- O que observar no local da viagem?
Assim como na questão do transporte, a escola também tem que informar aos pais todos os detalhes sobre o local onde as crianças vão dormir e conviver, no caso de viagens. É importante verificar as referências do local, tomar conhecimento sobre suas instalações e atividades que o local proporciona. "O ideal é que as camas não sejam do tipo beliche. Se forem, é essencial que tenham grade", diz Lia Gonsales, Coordenadora de Mobilização da ONG Criança Segura.
Como preparar a criança para uma viagem sem os pais?
6- Como preparar a criança para uma viagem sem os pais?
"Pernoitar em um local estranho e longe dos pais pode deixar algumas crianças bastante inseguras. Uma possibilidade para iniciar uma adaptação nesse sentido é que um dos pais ou uma das mães do grupo acompanhe a turma, alguém conhecido dos demais colegas", diz a educadora Andrea Ramal. Mas ela pondera que, em geral, as crianças se adaptam bem quando sentem confiança e segurança no professor que conduz a atividade.
7- Como não transmitir insegurança à criança?
Não são só as crianças que precisam se preparar para o passeio escolar. Os pais também. "Os pais precisam permitir que a criança cresça", diz Rita Dalpiaz, professora do curso de pedagogia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). A educadora Andrea Ramal concorda: "Os pais devem ficar atentos para não passar insegurança à criança. Mostrar que confiam nela e na escola. E mostrar que estão felizes por essa oportunidade que a criança terá de ganhar novas experiências e mais autonomia, mostrando que esperam o retorno dela com muito carinho".
8- Se a criança faltar ao passeio, poderá se prejudicar nas provas?
O conteúdo estudado durante passeios escolares ou atividades de estudo do meio não pode ser cobrado pelas escolas nas provas, segundo Rita Dalpiaz, professora do curso de pedagogia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Trata-se de uma experiência a mais para as crianças, mas que não pode ser cobrada da mesma forma que os conteúdos estudados em sala de aula.
De acordo com a educadora Andrea Ramal, se a criança não puder participar de um passeio por motivos como doença ou até mesmo impossibilidade financeira no momento, os pais podem pedir que a escola ensine conteúdo em outra oportunidade, mesmo que com outro recurso didático. "A experiência e a vivência são únicas, mas pelo menos a criança pode ter acesso aos conhecimentos que possam ter sido tratados. Por exemplo, numa ida ao museu, se a criança faltar, poderá visitá-lo virtualmente. Não será nunca a mesma coisa, mas será melhor do que não ler nada sobre o assunto. Cada caso é um caso e os pais devem sempre buscar a orientação da escola sobre como proceder", diz Andrea.
Literatura Com Ênfase ao 1 Ano do Ensino Fundamental
Livro: O CASO DO BOLINHO
Por: TATIANA BELINSKY



Essa é uma experiência que presenciei no estágio do ensino fundamental e infantil.
Esse é um livro que pode ser trabalhado para as crianças que está no 1 Ano do ensino Fundamental, onde é o começo da disciplina de Português, e da escrita e leitura, a qual o texto tem ênfase a uma Música que deixa as crianças interessadas.
fonte: https://picasaweb.google.com/sandygsoares/OCASODOBOLINHO#5240681063762355506
Por: TATIANA BELINSKY



Essa é uma experiência que presenciei no estágio do ensino fundamental e infantil.
Esse é um livro que pode ser trabalhado para as crianças que está no 1 Ano do ensino Fundamental, onde é o começo da disciplina de Português, e da escrita e leitura, a qual o texto tem ênfase a uma Música que deixa as crianças interessadas.
fonte: https://picasaweb.google.com/sandygsoares/OCASODOBOLINHO#5240681063762355506
Entrevista sobre os Níveis de Alfabetização
Sara Mourão Monteiro (Ceale/UFMG): professor alfabetizador deve ter uma formação sólida
Existem vários métodos de alfabetização, várias possibilidades práticas de ensino
Autor:Arquivo pessoal
Pedagoga, com mestrado e doutorado em educação, Sara Mourão Monteiro é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela é vice-diretora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), órgão da Faculdade de Educação da UFMG que tem o objetivo de integrar grupos interinstitucionais de pesquisa, ação e documentação na área de alfabetização e ensino de português.
Em entrevista ao Jornal do Professor, Sara Mourão Monteiro diz que, atualmente, no Brasil, existem vários métodos de alfabetização e os professores podem adotar aquele que preferirem.
Em sua opinião, para trabalhar com alfabetização, o professor necessita ter uma formação sólida e específica para a área, pois esse processo é muito complexo e necessita de diferentes competências.
Jornal do Professor - Quais são os principais métodos de alfabetização existentes no Brasil e quais os pontos fortes e fracos de cada um?
Sara Mourão Monteiro – No Brasil, nós tivemos um grande período em que predominou um debate sobre qual seria a melhor forma de ensinar os alunos. O debate era sobre qual era o melhor método de alfabetização. Então, primeiro se tinha um método da linha sintética, que partia do menor para o maior unidade linguística, partia das letras ou dos sons para palavras e textos. Depois, neste debate predominaram os métodos na linha analítica, que são os métodos que partem da unidade maior – textos ou frases - para as unidades menores, com letras e sons.
A partir dos anos 80 tivemos uma ruptura com esses métodos de alfabetização, quando nós professores, alfabetizadores, passamos a descobrir e a debater a aprendizagem: como é que as crianças aprendiam e não só qual a melhor maneira de ensinar. Mas era preciso descobrir como que a criança aprende para aí pensar em estratégias de ensino. E a partir então dos anos 80 é esse contexto metodológico da alfabetização que vem predominando em nosso país.
JP - Quer dizer que não existe um método apenas, atualmente, que seja o mais recomendado?
SMM – Quer dizer que nós temos hoje vários métodos de alfabetização, várias possibilidades práticas de ensino e que os professores ora adotam uma ora outra a partir de suas condições de trabalho, de formação, a partir do conhecimento que os alunos têm.
JP – Na sua opinião, os professores que se dedicam à alfabetização devem ter uma preparação especial para essa tarefa?
SMM – Sem dúvida. A alfabetização é um processo muito complexo. E ela demanda o desenvolvimento de competências muito distintas, que faz com que esse processo seja muito complexo. E o professor, para poder orientar os seus alunos, precisa conhecer muitas especificidades desse processo: o conhecimento na área da linguística, da sociolinguística, no campo de conhecimento sobre leitura. São conhecimentos que devem fazer parte da formação do professor, sem os quais ele pode cair em equívocos metodológicos.
JP – Um bom professor alfabetizador tem um perfil específico?
SMM – Primeiro ele precisa ter uma boa formação, sólida, específica na área de alfabetização. Não é qualquer um que pode chegar e alfabetizar. Ele tem que conhecer linguística, psicolinguística, tem que ter fundamentos teóricos para alfabetizar. Em segundo lugar, ele precisa ser um professor muito atento ao processo, ele precisa ser um professor que dê conta de interagir com muita facilidade com a criança porque ele precisa ser um observador do processo da criança e a partir dessa observação fazer encaminhamentos. O perfil do professor e alfabetizador hoje, no país, é de uma pessoa que tem uma formação sólida, está em constante formação e muito atento às crianças.
JP – Quais as atividades que não podem faltar em classes de alfabetização?
SMM – Atividades que levem a criança a aprender o sistema de escrita - atividades que abordam o código, o sistema de escrita; atividades que façam com que a criança desenvolva habilidades de leitura e de produção de textos – a criança precisa de atividades que trabalhem em nível de palavras, em nível de letras e no nível de sons, atividades que trabalhem em nível de textos. Além dessas atividades, o professor precisa planejar vivências, práticas de leitura e escrita. Aquelas atividades que mobilizem a criança para ler e escrever um texto. São basicamente três tipos de atividades que hoje precisam estar contempladas no planejamento do professor.
JP – Qual é o trabalho desenvolvido pelo Ceale - Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da UFMG?
SMM – O Ceale vem atuando, há 20 anos, em três linhas. A primeira delas é a pesquisa. O Ceale é ligado à linha de pós-graduação da Faculdade de Educação, que é Linguagem e Educação. Nessa linha são desenvolvidas pesquisas que nos fazem compreender esse processo complexo que é a aquisição da língua escrita. Uma segunda linha de atuação do Ceale são as ações de formação. O Ceale, hoje, promove formação de professores e atua em área de avaliação, tanto de material didático quanto de níveis de alfabetização dos alunos. E uma terceira linha – pesquisa, ação e documentação – há um espaço no Ceale no qual procuramos ampliar documentos que dizem respeito ao ensino da língua escrita para que sirva de material de pesquisa. Então, toda ação que o Ceale promova ou participe em parceria com outras universidades e com o próprio MEC, torna-se documento. Temos um centro de documentação bem amplo que dá condições de novas pesquisas, novas reflexões na área da alfabetização.
Nós temos atuado focados especificamente em algumas coisas, como por exemplo, a formação do professor. Temos tentado oferecer ao professor diretrizes metodológicas e pedagógicas para que ele tenha o suporte na sua prática de sala de aula. Temos elaborado e proposto material que orienta o professor em capacidades a serem desenvolvidas pelos alunos, discutindo com o professor formas de planejar a rotina escolar, a avaliação do desempenho. Nossa atuação é bem focada na prática do professor.
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